Como controlar a mosca branca

Caraterísticas

A mosca branca, também conhecida como piolho-das-plantas ou piolho-farinhento, não se trata de uma mosca propriamente dita, pois é da ordem hemíptera, a mesma dos pulgões e percevejos.

Os adultos são pequenos (1 – 2 mm de comprimento), possuem dois pares de asas, apresentam coloração de branca a amarelo-pálido e olhos negros. Seu aparelho bucal é picador-sugador. Já suas formas jovens (ninfas), são esverdeadas, parecem com cochonilhas das escamas e ficam fixadas na face inferior das partes baixeiras e medianas das plantas. Os ovos têm um formato de pêra, coloração amarela que torna-se marrom quando próximos à eclosão. Cada mosca pode colocar até 200 ovos que demoram de 6 a 15 dias para eclodirem.

Adultoparninfa de mosca branca
Adultoparninfa da mosca branca

Sua capacidade de voo é muito limitada, mas pode ser dispersada a grandes distancias de maneira passiva numa corrente de ar. Períodos secos e quentes favorecem o desenvolvimento e a dispersão da praga, sendo observados maiores picos populacionais na estação seca.

Danos e sintomas

A mosca branca é polífaga e explora um grande número de plantas hospedeiras como melancia, brócolis, pepino, berinjela, pimenta, tomate, pimentão, uva, algodão, couve-flor, repolho, abobrinha, melão, chuchu, fumo, entre outros. Tem sido detectada também em plantas ornamentais e em plantas daninhas como o picão, joá-de-capote, amendoim-bravo e datura.

Mosca branca danos e sintomas

A mosca branca suga a seiva das plantas, provocando alterações no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo, debilitando-a pudendo em infeções muito intensas ocasionar murcha, queda de folhas e perda de frutos. Ainda, assim como os pulgões, a mosca branca libera também excreções açucaradas que favorecem o desenvolvimento de fumagina nas folhas, reduzindo o processo fotosintético. Provoca também amadurecimento irregular dos frutos causado pela injeção de toxinas durante a alimentação do inseto.

Por outro lado, a mosca branca é um inseto vetor de vários tipos de vírus, infectando a planta quando se alimenta dela.

Controle:

a) Controle cultural

-Plantio de mudas sadias: Selecionar mudas sadias e vigorosas para o transplante. Produzir as mudas longe de campos contaminados pelos vírus e pela mosca-branca, de preferência afastado do local definitivo do plantio. Aplicar inseticidas nas mudas, antes do transplante.

-Uso de barreiras vivas: Plantar barreiras vegetais perpendiculares à direção predominante do vento e, quando possível, rodear a lavoura para dificultar a entrada da mosca-branca.

ARMADILHA ADESIVA AMARELA 1

-Armadilhas: Colocar armadilhas entre as linhas do plantio na mesma altura das plantas. Podem ser usadas lonas, plásticos, garrafas Pet de coloração amarela (cor que atrai o inseto), untadas com óleo.

-Eliminar as plantas daninhas hospedeiras.

-Eliminar os restos culturais.

-Plantar cultivares resistentes aos vírus transmitidos pela mosca-branca.

b) Controle biológico

O uso racional de inseticidas, a adoção de práticas culturais adequadas e o uso de cultivares resistentes favorecem o aumento dos inimigos naturais.

Entre as espécies de inimigos naturais da mosca-branca temos vários predadores das ordens Hemiptera, Neuroptera, Coleoptera e Diptera. Entre os parasitoides, os gêneros Encarsia, Eretmocerus e Amitus são os mais comumente encontrados.

C) Defensivos

-Inseticida microbiológico formulado a partir de esporos do fungo Beauveria bassiana

Os esporos do fungo atingem o inseto e penetram na sua cutícula, colonizando o hospedeiro que para de se alimentar e morre.

ballveria_mosca_soja

-Detergente líquido e água.

Diluir 5 gr do detergente por litro de água. Borrifar a mistura, de preferência no final da tarde, na parte de baixo da planta, onde estão concentrados os insetos.

-Óleo de Neem

É um composto natural extraído ao frio das sementes da árvore do Neem (Azadirachta Indica). É um inseticida natural, eficiente no combate da mosca-branca.

Uso de óleos vegetais

Autor: Miguel Lancho Jiménez


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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